Eliminatórias

Calendário das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa 2026

Confira o calendário completo, classificação e próximos jogos do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo 2026.

Lucas Mendes 5 min de leitura
Ilustração editorial sobre futebol brasileiro
Ilustração: Brasil Copa do Mundo

As Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 representam uma das competições classificatórias mais exigentes e equilibradas do futebol mundial. Com dez seleções disputando vagas em um formato de pontos corridos que se estende por quase dois anos, cada rodada é decisiva e cada ponto conquistado pode significar a diferença entre a classificação e a eliminação. Para a Seleção Brasileira, a campanha nas Eliminatórias é o termômetro mais preciso de seu momento real e da preparação para o torneio que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.

O formato da competição

As Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 seguem o formato tradicional de turno e returno em pontos corridos. As dez seleções filiadas à CONMEBOL — Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela — se enfrentam em 18 rodadas, totalizando 90 partidas ao longo da competição.

A grande novidade deste ciclo é o aumento no número de vagas diretas. Com a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções, a América do Sul passou a contar com seis vagas diretas, mais uma vaga para a repescagem intercontinental. Isso significa que as seis primeiras colocadas garantem passagem direta ao Mundial, enquanto a sétima colocada terá uma última chance por meio da repescagem. Apesar do aumento de vagas, a competitividade das Eliminatórias sul-americanas permanece altíssima, dada a qualidade histórica das seleções do continente.

Os jogos são disputados nas datas FIFA ao longo do calendário internacional, geralmente em janelas de duas partidas por mês. Cada seleção manda seus jogos em seu próprio país, o que cria desafios logísticos e climáticos significativos — jogar em La Paz, a 3.600 metros de altitude, ou no calor intenso de Barranquilla são provações que nenhuma outra confederação oferece.

A campanha do Brasil

A trajetória do Brasil nas Eliminatórias foi marcada por fases distintas que refletem as mudanças no comando técnico da equipe. O início da competição, ainda sob a gestão de Fernando Diniz, trouxe resultados preocupantes que colocaram o Brasil em posições abaixo do esperado na tabela de classificação. Derrotas inesperadas e empates frustrantes acenderam o sinal de alerta na CBF e na torcida brasileira.

Com a chegada de Dorival Júnior ao cargo de treinador, a equipe iniciou um processo de recuperação gradual. Os primeiros jogos sob o novo comando priorizaram a reorganização defensiva e a construção de uma identidade coletiva, o que se traduziu em resultados mais consistentes, ainda que nem sempre brilhantes. As vitórias em casa, diante de sua torcida, foram fundamentais para a recuperação de pontos e confiança.

Os confrontos fora de casa seguiram sendo o maior desafio. A altitude de La Paz, o calor de Barranquilla, a hostilidade de Buenos Aires e a intensidade de Montevidéu testaram a resiliência do grupo de maneiras que apenas as Eliminatórias sul-americanas são capazes de proporcionar. A análise tática desses jogos revela que Dorival precisou adaptar seu esquema a cada contexto, algo que será igualmente necessário na Copa do Mundo.

Os adversários diretos

A Argentina, atual campeã do mundo, liderou as Eliminatórias com a consistência esperada de uma seleção que vive um de seus melhores momentos históricos. Sob o comando de Lionel Scaloni, a Albiceleste demonstrou maturidade competitiva e capacidade de vencer jogos difíceis, mesmo quando não apresentou seu melhor futebol.

O Uruguai, sob a batuta de Marcelo Bielsa, se manteve como força tradicional do continente, com uma campanha sólida sustentada pelo equilíbrio coletivo e pela capacidade defensiva que é marca registrada do futebol uruguaio. A Colômbia surpreendeu com uma campanha forte, apoiada em uma geração talentosa e na força do apoio de sua torcida em Barranquilla. O Equador confirmou o crescimento das últimas edições e se manteve na briga direta pelas vagas de classificação.

Chile, Paraguai, Peru, Venezuela e Bolívia completam o quadro de participantes, cada uma com seus momentos de brilho e dificuldade ao longo da competição. A imprevisibilidade dos resultados — especialmente nos jogos fora de casa — é uma característica que torna as Eliminatórias sul-americanas a classificatória mais competitiva do planeta, segundo dados históricos compilados pela FIFA.

Rodadas decisivas e calendário final

As últimas rodadas das Eliminatórias concentram as definições mais importantes. É nessa fase que os confrontos diretos entre seleções próximas na tabela ganham contornos dramáticos, com cada ponto valendo ouro na luta pela classificação. Para o Brasil, os jogos finais representam a oportunidade de consolidar sua posição e chegar à Copa com moral elevada.

O calendário das Eliminatórias é estruturado para que as rodadas finais aconteçam nos primeiros meses de 2026, permitindo que as seleções classificadas tenham tempo adequado de preparação antes do início da Copa, previsto para junho. Essa janela de preparação é crucial para que os treinadores finalizem seus planos táticos, definam os convocados e realizem amistosos preparatórios contra adversários de diferentes estilos.

Implicações para a Copa do Mundo

O desempenho nas Eliminatórias tem impacto direto na preparação para a Copa do Mundo de diversas maneiras. Em primeiro lugar, a posição final na classificação influencia o ranking FIFA, que por sua vez determina as cabeças de chave no sorteio dos grupos do Mundial. Uma boa colocação pode significar um grupo mais favorável na primeira fase, enquanto uma classificação apertada pode resultar em um caminho mais difícil.

Em segundo lugar, as Eliminatórias funcionam como o principal laboratório tático para os treinadores. É ao longo dessas 18 rodadas que o treinador testa formações, experimenta combinações de jogadores, avalia o desempenho sob pressão e define a espinha dorsal da equipe. Para Dorival Júnior, cada jogo das Eliminatórias foi uma peça do quebra-cabeça que ele precisa montar antes de junho de 2026.

Finalmente, a campanha nas Eliminatórias define o estado emocional e a confiança do grupo. Seleções que chegam ao Mundial com uma sequência positiva de resultados tendem a performar melhor do que aquelas que se classificam de forma dramática nos últimos jogos. A história das Copas mostra que a preparação psicológica é tão importante quanto a técnica e a tática.

O que esperar das rodadas finais

Com a reta final das Eliminatórias se aproximando, o Brasil precisa manter a concentração e a regularidade que vem apresentando sob Dorival Júnior. Os bastidores da preparação revelam um grupo unido e focado, com os jogadores demonstrando comprometimento com o projeto do treinador e com o objetivo maior de representar o país na Copa do Mundo.

A definição das vagas promete emoções intensas até a última rodada. O equilíbrio do campeonato — onde qualquer seleção pode vencer qualquer outra em casa — garante que as Eliminatórias Sul-Americanas manterão seu status de competição mais imprevisível e apaixonante do futebol mundial. Para o torcedor brasileiro, resta acompanhar cada jogo com a expectativa e a ansiedade que apenas a camisa amarela é capaz de despertar, na esperança de que a classificação venha com a tranquilidade necessária para que a equipe chegue à Copa de 2026 pronta para brigar pelo hexacampeonato.