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Convocação para a Copa 2026: quem são os favoritos de Dorival Júnior

Análise detalhada dos jogadores favoritos para a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026 nos EUA, México e Canadá.

Lucas Mendes 5 min de leitura
Ilustração editorial sobre futebol brasileiro
Imagem: IA generativa (Gemini 2.5 Flash) 🤖 IA

A cada dia que passa, a Copa do Mundo de 2026 fica mais próxima, e com ela cresce a ansiedade em torno da lista final de convocados que Dorival Júnior levará para os Estados Unidos, México e Canadá. A definição dos 26 jogadores que vestirão a camisa amarela no maior torneio de futebol do planeta é um exercício de estratégia, confiança e, inevitavelmente, de escolhas dolorosas. Nesta análise, percorremos posição por posição para identificar os nomes que despontam como favoritos e as principais disputas por vaga que prometem esquentar os debates nas próximas semanas.

A meta no gol: segurança e experiência

O gol da Seleção Brasileira tem um dono claro. Alisson Becker, goleiro do Liverpool, segue como a primeira escolha indiscutível de Dorival Júnior. Sua capacidade de defesa, leitura de jogo e habilidade com os pés o colocam entre os melhores goleiros do mundo. Por trás dele, Ederson, do Manchester City, oferece uma alternativa de altíssimo nível — poucos seleções no mundo possuem dois arqueiros desse calibre. A terceira vaga deve ficar entre Bento, do Athletico Paranaense, e Weverton, do Palmeiras, com o mais jovem ganhando terreno nos últimos meses pela regularidade e pelo potencial de crescimento.

Segundo dados da FIFA, o Brasil possui uma das duplas de goleiros mais valiosas do futebol mundial, o que garante a Dorival uma tranquilidade que poucos treinadores têm nessa posição.

A linha defensiva: Marquinhos como pilar

A defesa brasileira tem em Marquinhos sua referência absoluta. O zagueiro do Paris Saint-Germain é capitão do time, líder vocal e o jogador mais experiente do elenco em Copas do Mundo. Ao seu lado, a disputa é acirrada. Éder Militão, do Real Madrid, recuperou-se de uma grave lesão no joelho e voltou a atuar em alto nível, credenciando-se como parceiro ideal para Marquinhos. Gabriel Magalhães, do Arsenal, é outro nome forte, trazendo presença aérea e capacidade de construção de jogadas a partir do fundo. Beraldo, jovem promessa que se firmou na Europa, pode ser a quarta opção.

Nas laterais, a situação é mais complexa. Na direita, Vanderson e Yan Couto protagonizam uma disputa equilibrada. Vanderson oferece mais vigor ofensivo, enquanto Yan Couto traz consistência defensiva e inteligência posicional. Na esquerda, Guilherme Arana e Wendell são os principais candidatos, com características complementares que podem levar Dorival a convocar ambos.

Para uma análise mais aprofundada da defesa da Seleção Brasileira, vale acompanhar como esses jogadores se comportam nos últimos compromissos antes da convocação final.

O meio-campo: o setor mais disputado

Se há uma posição onde Dorival Júnior terá as decisões mais difíceis, é no meio-campo. Bruno Guimarães, do Newcastle, é praticamente unanimidade como titular. Sua capacidade de recuperar bolas, distribuir passes com precisão e dar ritmo ao jogo o tornam imprescindível. Ao seu lado, Lucas Paquetá, apesar de momentos de oscilação, possui uma criatividade e uma capacidade de aparecer em momentos decisivos que são raras no futebol brasileiro atual.

João Gomes, Casemiro e André completam o leque de opções. João Gomes traz energia, intensidade e marcação agressiva que podem ser úteis em jogos de maior exigência física. Casemiro, apesar da idade avançada, carrega experiência inigualável e conhecimento de grandes competições. André, revelado pelo Fluminense, oferece versatilidade e juventude.

A análise tática do meio-campo sugere que Dorival pode optar por levar seis meio-campistas, sacrificando uma vaga em outro setor para garantir opções variadas no centro do campo. Essa decisão será crucial para o equilíbrio da equipe ao longo de um torneio que pode exigir até sete partidas em pouco mais de um mês.

O ataque: Vinicius Jr e a constelação de talentos

O setor ofensivo é onde o Brasil apresenta sua maior riqueza. Vinicius Jr é o grande nome — melhor jogador do mundo, Bola de Ouro, líder técnico e emocional do ataque canarinho. Sua presença no lado esquerdo é inegociável, e ao redor dele Dorival precisa montar um conjunto que maximize suas qualidades.

Rodrygo Goes, companheiro de Vinicius no Real Madrid, deve ocupar o lado direito ou atuar como falso 9, posição onde tem mostrado grande desenvoltura. Endrick, a grande promessa do futebol brasileiro, traz a ousadia de juventude e a fome de gol de um centroavante nato. Apesar de jovem, já demonstrou nos bastidores da Seleção personalidade suficiente para suportar a pressão de uma Copa do Mundo.

Raphinha, do Barcelona, é outro nome certo na lista. Sua capacidade de jogo sem bola, cobranças de falta e versatilidade posicional o tornam peça valiosa para qualquer esquema. Savinho, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique disputam as últimas vagas no ataque, cada um com argumentos sólidos.

De acordo com o portal Transfermarkt, o valor de mercado combinado do ataque brasileiro supera o de qualquer outra seleção participante da Copa, o que dimensiona o nível de qualidade à disposição de Dorival.

As surpresas e os cortes dolorosos

Toda convocação para Copa do Mundo traz surpresas e, inevitavelmente, decepções. Jogadores que estiveram presentes durante todo o ciclo das Eliminatórias Sul-Americanas podem ficar de fora na hora da decisão final. A história da Seleção é repleta de casos emblemáticos: Romário cortado em 1998, Kaká fora da Copa de 2014, Neymar perdendo a semifinal por lesão no mesmo ano.

Dorival Júnior tem demonstrado, ao longo de sua carreira, que prioriza o coletivo em detrimento de nomes individuais. Essa filosofia pode significar que jogadores de grande talento, mas com problemas de adaptação ao grupo ou falta de ritmo de jogo, fiquem de fora. A decisão final levará em conta não apenas qualidade técnica, mas também condição física, momento de forma e perfil psicológico.

Considerações finais

A convocação para a Copa do Mundo de 2026 será o culminar de um ciclo de mais de dois anos de trabalho de Dorival Júnior. Os favoritos estão identificados, mas o futebol é imprevisível, e lesões, mudanças de forma e até fatores extracampo podem alterar completamente os planos. O que se sabe é que o Brasil terá à disposição uma geração talentosa, liderada por Vinicius Jr, com a experiência de Marquinhos e Alisson e a energia de jovens como Endrick e Savinho.

A torcida brasileira, que acompanha cada detalhe com a paixão de sempre, espera que as escolhas de Dorival resultem na conquista do hexacampeonato. Como mostra a CBF em seus canais oficiais, a preparação é intensa e meticulosa. O caminho até o topo do mundo passa por decisões difíceis — e a convocação é apenas a primeira delas. Para entender como o Brasil se compara aos seus adversários, confira nossa análise sobre os rivais na Copa 2026 e acompanhe de perto a cobertura da Seleção Feminina, que também vive um momento histórico.